João Ferreira da Silva, pedreiro condenado por crimes cometidos contra crianças, foi encontrado morto a tiros na manhã desta quarta-feira (10), em Sinop, no norte de Mato Grosso. O assassinato ocorreu em frente a um hotel localizado na rua Colonizador Ênio Pipino, no bairro Santa Mônica, poucas horas após ele deixar o sistema prisional beneficiado com progressão para o regime semiaberto.
De acordo com a apuração inicial, o crime aconteceu por volta das 6h50. Imagens de câmeras de segurança indicam a participação de ao menos dois suspeitos. Um deles teria entrado na recepção do hotel momentos antes, enquanto o segundo aguardava do lado de fora. Assim que João saiu do local, foi rendido e executado a tiros. Após os disparos, os suspeitos fugiram. No local, a polícia encontrou cápsulas de munição espalhadas próximo ao corpo.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas constataram o óbito. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os trabalhos no local para coletar vestígios que auxiliem na investigação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia. A Polícia Civil investiga se a execução tem relação direta com o histórico criminal da vítima ou com sua recente saída da penitenciária.
João estava preso desde 2005 e cumpria pena na Penitenciária Osvaldo Ferreira Leite, conhecida como Ferrugem. Ele foi condenado a 42 anos de prisão pelo assassinato de Bruno Aparecido dos Santos, de nove anos, crime ocorrido em outubro daquele ano. O menino foi morto e enterrado no quintal de uma residência onde João trabalhava. Posteriormente, ele também recebeu outra condenação, de 10 anos, por atentado violento ao pudor contra outra criança.
O caso à época causou forte comoção em Sinop, com protestos e tentativas de linchamento em frente à delegacia onde o pedreiro ficou detido. Por questões de segurança, ele chegou a ser transferido para Cuiabá, mas acabou fugindo e foi recapturado horas depois. Anos mais tarde, retornou ao sistema prisional na cidade, onde permaneceu até a decisão judicial que concedeu a progressão de regime nesta semana.
As investigações seguem em andamento para identificar os autores do homicídio e esclarecer a motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.






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