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Júri condena irmãos por feminicídio de Raquel Cattani e fixa 63 anos de prisão em regime fechado

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O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum concluiu, na madrugada desta quinta-feira (23), o julgamento de Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados pelo assassinato da produtora rural Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani, ocorrido em julho de 2024. Após cerca de 16 horas de julgamento, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela condenação dos réus, que somam 63 anos de prisão em regime fechado.

Os jurados reconheceram a prática de homicídio qualificado, com incidência das qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao final da sessão, a juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski fixou as penas. Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, recebeu pena de 30 anos de prisão em regime fechado por feminicídio. Em ambos os casos, foi aplicada a pena máxima prevista em lei para o crime de feminicídio.

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Efetividade da Justiça

Após a leitura da sentença, o deputado Gilberto Cattani manifestou o sentimento da família. Segundo ele, permanece a dor da perda, mas há a percepção de que a Justiça foi efetivada. “O que mais nos conforta não é ver eles nessa posição, mas sim ver a ação da Justiça sendo efetivada como foi aqui, desde a senhora juíza, assim como todos os demais membros que participaram, que foram espetaculares em suas funções”, afirmou.

O caso

Raquel Cattani foi morta a facadas em sua residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. De acordo com a acusação, o crime teria sido planejado por Romero e executado por Rodrigo, irmão dele, mediante promessa de pagamento.

Com o encerramento do julgamento, os réus permanecem presos e à disposição da Justiça.

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