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Servidor da Câmara de Sorriso ganha liberdade provisória após prisão na Operação Falso Mestre

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O servidor da Câmara Municipal de Sorriso, Antonio Jocemar Pedroso da Silva, conhecido como “Professor Jocemar”, teve liberdade provisória concedida após passar por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (20). Ele havia sido preso durante a Operação Falso Mestre, deflagrada pela Polícia Civil para investigar supostas fraudes bancárias, principalmente na obtenção irregular de financiamentos de veículos.

Jocemar é irmão da ex-primeira-dama de Sinop, Scheila Pedroso, pré-candidata a deputada estadual pelo Podemos. Segundo a defesa, não há provas concretas contra o servidor, apenas suspeitas de envolvimento em crime de estelionato.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, na terça-feira (19), os policiais encontraram cerca de oito gramas de entorpecente, que, conforme relatado, seriam para uso próprio. Outras porções de drogas também foram localizadas na divisa entre o lote de Jocemar e um terreno vizinho. O investigado negou ser dono do material e afirmou que os entorpecentes pertenceriam aos proprietários do terreno ao lado.

Na audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante medidas cautelares. Entre elas estão: não se envolver em novos crimes, não fazer uso de drogas, comparecer a todos os atos processuais e pagar fiança equivalente a três salários mínimos, cerca de R$ 4,8 mil.

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De acordo com informações apuradas, Jocemar recebia salário bruto de aproximadamente R$ 29 mil na Câmara Municipal de Sorriso. Ele também já havia sido denunciado por estelionato após um homem de 33 anos procurar a polícia relatando que teria entregue cópias de documentos acreditando que faria matrícula em um curso de conclusão do ensino médio, na modalidade EJA.

Segundo a denúncia, os documentos teriam sido usados para financiar dois veículos em nome da vítima: um Chevrolet Cobalt 2016/2017 e um Jeep Renegade 2018/2018. A vítima afirmou que passou a receber multas dos veículos, mesmo sem ter autorizado qualquer financiamento.

A Polícia Civil aponta que o investigado teria usado uma relação de confiança para obter os documentos e aplicar fraudes bancárias. As investigações também identificaram movimentações financeiras, destinatários dos valores obtidos e atuação coordenada de pessoas responsáveis por falsificação documental e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.

Na Operação Falso Mestre, foram cumpridos dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão. Os investigados podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e associação criminosa.

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Em nota, a Câmara Municipal de Sorriso informou que tomou conhecimento da prisão do servidor e que acompanhará os desdobramentos do caso pelos meios oficiais. A instituição também afirmou que adotará, no âmbito administrativo, as providências cabíveis conforme a legislação.

A Operação Falso Mestre foi deflagrada no mesmo dia da segunda fase da Operação Eidolon. Ao todo, as duas ações resultaram no cumprimento de sete mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios judiciais de contas bancárias, afastamento de sigilo financeiro, suspensão de funções públicas e outras medidas cautelares.

Segundo o delegado Thiago Meira, as investigações apontam a participação de pessoas ligadas a cartórios, Guarda Municipal, Câmara Municipal e pátios terceirizados. O objetivo do grupo, conforme a polícia, seria retirar veículos de forma irregular dos pátios e revendê-los a terceiros sem seguir os trâmites legais.

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