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Sorriso instala estações com larvicida em 65 pontos estratégicos para combater o Aedes aegypti

Equipamentos começaram a ser instalados nesta segunda-feira (24) e serão monitorados a cada 15 dias pela Vigilância em Saúde Ambiental

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A Vigilância em Saúde Ambiental de Sorriso começou a instalar, nesta segunda-feira (24), Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em pontos considerados estratégicos para a proliferação do Aedes aegypti. Ao todo, 65 locais estão cadastrados no município e receberão os equipamentos.

As estações serão instaladas de forma fixa e passarão por manutenção quinzenal realizada pelas equipes da Vigilância Ambiental. Os responsáveis pelos estabelecimentos também assinam um termo de compromisso para garantir que os equipamentos não sejam movimentados ou manipulados.

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, o cuidado é necessário porque as estações possuem produto químico.

“Como essas estações contêm veneno, é fundamental que ninguém toque nelas ou mexa de lugar. Estamos alertando todos os proprietários de PEs sobre riscos e cuidados no momento da instalação”, explicou.

Segundo a coordenadora, cada equipamento também possui um aviso informando sobre os riscos de manipulação.

O contato do larvicida com os olhos ou com a pele pode provocar ardência e irritações. O produto também é considerado nocivo para organismos aquáticos.

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As EDLs foram encaminhadas ao município pelo Ministério da Saúde e passam a integrar as estratégias de combate ao mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Sorriso também utiliza 567 armadilhas do tipo ovitrampa no trabalho de monitoramento do vetor.

Como funcionam as estações

As Estações Disseminadoras de Larvicidas utilizam o próprio comportamento dos mosquitos para transportar o produto até outros possíveis criadouros.

O equipamento consiste em um recipiente plástico com água, utilizado para atrair o Aedes, revestido por um tecido preto umedecido e impregnado com um larvicida em pó.

Quando o mosquito adulto pousa na estação, pequenas partículas do produto ficam aderidas às pernas e ao corpo do inseto. Posteriormente, ao visitar outros locais com água para depositar ovos, principalmente no caso das fêmeas, o mosquito acaba transportando o larvicida.

Dessa forma, criadouros que inicialmente não haviam recebido tratamento também passam a ter contato com o produto, aumentando o alcance das ações de controle contra as formas imaturas do Aedes aegypti.

A expectativa é que a utilização das novas estações, em conjunto com outras ações desenvolvidas pela Vigilância Ambiental, contribua para reduzir a presença do mosquito e o risco de transmissão de doenças no município.

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