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Empresário é preso em operação contra abuso e exploração sexual infantil em Sorriso

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A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira (15), um empresário do ramo de combustíveis investigado por crimes de estupro de vulnerável e produção, divulgação e armazenamento de material envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes, em Sorriso.

O investigado, identificado como Fábio Serafim de Oliveira, foi localizado e preso em um posto de combustíveis às margens da BR-163. A ordem de prisão e os dois mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Poder Judiciário no decorrer de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Sorriso.

A esposa do empresário também é investigada por uma possível participação nos fatos. Contra ela, foram cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, além de um mandado de busca e apreensão.

Durante as diligências, os policiais civis apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, um chip ligado ao sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros objetos. Todo o material será encaminhado para perícia e análise.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a prisão de uma jovem, suspeita de aliciar crianças e produzir ou encaminhar imagens e vídeos para terceiros. A análise do celular apreendido com ela e as informações colhidas durante a investigação teriam levado os policiais até o empresário.

Conforme o delegado responsável pelo caso, o homem é investigado por estupro de vulnerável, armazenamento e produção de material de exploração sexual infantojuvenil.

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“Infelizmente, hoje deflagramos essa operação, que resultou na prisão de um empresário do ramo de combustíveis. A investigação apura estupro de vulnerável, armazenamento e produção de imagens envolvendo crianças e adolescentes”, explicou.

Segundo o delegado, a mulher presa anteriormente teria aliciado crianças, encaminhado vídeos, imagens e realizado chamadas em tempo real para o investigado.

“A suspeita aliciava essas crianças e o abastecia com imagens, vídeos e chamadas em tempo real envolvendo menores de idade. As investigações continuam”, afirmou.

Até o momento, a Polícia Civil identificou três possíveis vítimas diretamente relacionadas ao investigado. Outros arquivos com imagens de crianças também teriam sido encontrados, mas a polícia ainda trabalha para identificar a origem do conteúdo, as vítimas e eventuais outros envolvidos.

Ainda conforme a autoridade policial, o empresário negou inicialmente as acusações e alegou ter sido vítima de uma armação. A defesa do investigado poderá se manifestar no decorrer do processo. A prisão preventiva não representa condenação, e os fatos ainda serão submetidos à investigação, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A operação contou com oito policiais civis e duas viaturas. Uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Sorriso também prestou apoio, utilizando um drone para monitorar o perímetro e garantir maior segurança durante o cumprimento das ordens judiciais.

As investigações continuam sob sigilo para preservar a identidade e a integridade das crianças. A Polícia Civil busca esclarecer completamente os fatos, localizar possíveis novas vítimas e identificar eventuais coautores.

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Orientação aos pais e responsáveis

Pais e responsáveis devem observar mudanças repentinas no comportamento das crianças, como medo de determinadas pessoas ou lugares, isolamento, alterações no sono, regressão comportamental, ansiedade, agressividade ou conhecimento sexual incompatível com a idade.

Também é importante acompanhar, de forma respeitosa, o uso de celulares, aplicativos, jogos e redes sociais. Crianças não devem ser orientadas a manter segredos sobre contatos, presentes, fotografias, vídeos ou situações que provoquem medo ou desconforto.

Ao conversar com uma criança, o adulto deve ouvi-la com calma, sem pressionar, julgar ou induzir respostas. É fundamental acreditar no relato, assegurar que ela não tem culpa e procurar imediatamente os órgãos de proteção.

Suspeitas ou denúncias podem ser comunicadas à Polícia Civil, à Polícia Militar, ao Conselho Tutelar ou pelo Disque 100. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar o telefone 190.

A identidade das vítimas não deve ser divulgada. Fotografias, vídeos, áudios, nomes, endereços e qualquer informação que permita identificar crianças envolvidas não devem ser compartilhados, inclusive em grupos de mensagens ou redes sociais.

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