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Sorriso: Procon intensifica fiscalização sobre material escolar e reforça direitos dos pais

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Com a proximidade do início do ano letivo, o mês de janeiro marca o período de organização das famílias para matrículas, pagamento de mensalidades e compra de materiais escolares. Atento a esse momento, o Procon de Sorriso intensifica as ações de orientação aos pais e responsáveis, reforçando os direitos do consumidor e a prevenção de práticas abusivas.

A partir desta sexta-feira (9), o órgão retoma as visitas orientativas em escolas particulares, faculdades, livrarias e papelarias do município, com foco educativo e preventivo.

De acordo com o diretor executivo do Procon, Michel Ferreira, a informação é fundamental para evitar prejuízos aos consumidores.
“Todos os anos identificamos irregularidades que se repetem por falta de conhecimento dos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor. Nosso papel é orientar, prevenir e garantir relações justas de consumo”, destacou.

Educação inclusiva

O Procon também reforça que instituições de ensino particulares são obrigadas a aceitar a matrícula de alunos com deficiência, incluindo aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desde que haja vaga disponível.

Conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e o Código de Defesa do Consumidor, é proibida qualquer cobrança adicional, mesmo quando a escola precisar realizar adaptações estruturais, pedagógicas ou contratar profissionais de apoio.

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O que pode e o que não pode na lista de material

Segundo o órgão, a lista de material escolar deve conter apenas itens de uso individual do aluno e diretamente ligados às atividades pedagógicas. É proibido repassar aos pais custos que já estão inclusos na mensalidade.

Não podem ser exigidos:

Papel higiênico

Álcool

Sabonete

Produtos de limpeza

Materiais de escritório

Toner de impressora

Copos descartáveis

Medicamentos

A exigência desses itens caracteriza prática abusiva. Também é vedada a imposição de marcas específicas ou de locais determinados para compra.

Podem ser solicitados:

Cadernos

Lápis

Canetas

Livros didáticos

Agendas

Desde que estejam previstos no projeto pedagógico e acompanhados de justificativa e cronograma de uso.

O Procon orienta ainda que os pais:

Leiam atentamente a lista enviada pela escola

Solicitem esclarecimentos quando houver dúvidas

Reaproveitem materiais do ano anterior em bom estado

Pesquisem preços em diferentes estabelecimentos

Uniformes escolares

As instituições podem definir modelo, cor e padrão do uniforme, mas não podem obrigar a compra em fornecedor específico, garantindo liberdade de escolha ao consumidor.

Outro ponto importante é que materiais não utilizados ao longo do ano letivo devem ser devolvidos ao aluno ao final do período escolar. Também é considerada abusiva qualquer forma de constrangimento ou negativa de matrícula em razão da recusa dos pais em fornecer itens indevidos.

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Visitas orientativas

Segundo Michel Ferreira, no início de 2025 foram realizadas cerca de 30 visitas orientativas em escolas, faculdades, livrarias e papelarias. A ação será retomada e ampliada neste início de 2026.

“As visitas têm caráter educativo e preventivo. Nosso objetivo é orientar fornecedores e instituições sobre o cumprimento da legislação, transparência e respeito ao consumidor”, afirmou.

Como denunciar irregularidades

Pais e responsáveis que identificarem abusos devem procurar o Procon Sorriso munidos da lista de materiais e, se possível, documentos que comprovem a irregularidade.

Canais de denúncia:

Disk Denúncia: 0800 000 47 23

Fiscalização (WhatsApp): (66) 99938-1091

Telefone: (66) 3545-4771

E-mail: [email protected]

Atendimento presencial:

Ganha Tempo Central – Rua Mato Grosso, 2458

Ganha Tempo Zona Leste

Horário:
Segunda a sexta-feira, das 7h às 13h

Também é possível registrar reclamações online pelo portal do Governo de Mato Grosso: MT.GOV.BR, utilizando CPF e senha.

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