Esportes

Vereador propõe auxílio-moradia temporário para mulheres vítimas de violência doméstica em Sorriso

Indicação apresentada por Brendo Braga prevê apoio habitacional para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social que precisam deixar suas residências.

Publicado

em

O vereador Brendo Braga (Republicanos) apresentou, durante a 30ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Sorriso, a Indicação nº 636/2026, que sugere ao Poder Executivo a criação de um Auxílio-Moradia Temporário destinado a mulheres em situação de violência doméstica ou vulnerabilidade social.

A proposta tem como objetivo oferecer uma alternativa de moradia segura para mulheres que precisam deixar o ambiente de violência, especialmente aquelas que possuem filhos ou outros dependentes sob sua responsabilidade.

De acordo com o parlamentar, a dependência financeira e a falta de condições para garantir uma nova residência estão entre os fatores que podem dificultar o rompimento do ciclo de violência.

“Entendemos que a dependência financeira e a falta de alternativas habitacionais podem dificultar o rompimento do ciclo de violência. Sem condições de garantir um local seguro para morar, muitas vítimas acabam retornando ao convívio com o agressor”, justificou Brendo Braga.

O auxílio proposto funcionaria como uma medida emergencial e temporária, oferecendo às beneficiárias um período para reorganizar suas vidas, buscar estabilidade financeira e conquistar autonomia.

Integração com a rede de proteção

Leia Também:  Sorriso: quatro são detidos com drogas e material para tráfico

A indicação também prevê a possibilidade de integrar o auxílio-moradia aos serviços de atendimento já existentes em Sorriso, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), a Casa do Aconchego, a Sala Lilás e os órgãos de segurança pública.

Segundo Brendo Braga, a articulação entre essas estruturas permitiria ampliar o atendimento às vítimas, garantindo que a assistência não fique restrita ao acolhimento emergencial.

“A integração entre essas estruturas e uma política temporária de auxílio-moradia poderia ampliar a proteção oferecida às vítimas, fazendo com que o atendimento não se limite ao acolhimento emergencial, mas contribua para a construção de uma nova condição de vida”, destacou.

A Indicação nº 636/2026, subscrita pelos demais vereadores, será encaminhada à Secretaria Municipal da Mulher e da Família para análise.

Vale destacar que a proposta ainda não representa a criação do benefício. A implementação do auxílio depende de avaliação e providências por parte do Poder Executivo Municipal.

TENDÊNCIA